A concentração crescente de gás carbônico na atmosfera, a partir do uso do petróleo, provoca aumento da temperatura e ameaça as espécies vegetais. A tese é do professor de Fisiologia Vegetal do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP) Marcos Buckeridge, que pesquisa a influência das mudanças climáticas no meio ambiente.
Buckeridge explicou que nas folhas das plantas existem “boquinhas” que se abrem de manhã, absorvem gás carbônico e se fecham no fim da tarde. O gás é transformado em açúcar, usado pela planta durante a noite para crescer. “O açúcar nas folhas é o mesmo que a gordura para nós. As plantas engordam e têm mais amido para usar no crescimento”, comparou.
Numa projeção até 2040, os efeitos do gás carbônico sobre as plantas seriam positivos, segundo o professor. Mas a partir daí, com uma elevação média de temperatura que deve variar de 2 a 3 graus celsius, o quadro pode mudar. “A fotossíntese começa a ficar sensível negativamente e o sistema se desliga. Agora vamos estudar os efeitos do gás e temperatura juntos.”
O especialista também afirmou que eventuais efeitos do aquecimento global sobre seres humanos e animais só poderão ser sentidos após 2050. Ele ressaltou a necessidade de providências no sentido de reduzir o quanto antes a emissão de gás carbônico.
Buckeridge destacou o uso da bioenergia, a modernização de procedimentos industriais, a conscientização geral da sociedade e a influência decisiva que, na sua opinião, teria uma mudança política nos Estados Unidos.
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